
Não tendo eu os dotes vocais do meu amigo Pêpê, nem sequer o “à vontade em palco” deste nosso colaborador, grande responsável pelo gamanço do Menino Jesus Dourado de Gois, devo confessar que gosto dos Enapá 2000.
Quando aos 4 anos fui atropelado por um magnata nortenho na estrada que unia o Porto a Braga, e desse incidente resultou o rebentamento de um tímpano, e foi assim que a minha queda para a música resultou num fracasso. Por um lado foi bom, porque o magnata nortenho todos os dias me ia visitar ao hospital e me levava chocolates. Perdeu-se o ouvido mas apurou-se o paladar, e no final de contas, nem tudo correu mal, e durante uma semana baldei-me às aulas.
Já em Coimbra, com 9 anos, fui de novo atropelado, mas desta vez por um pelintra. Nem fui para o hospital nem recebi chocolates de oferta. Achei injusto!
Se os ditados “não há duas sem três” e “à terceira é de vez” estiverem certos, o mais lógico é morrer atropelado. Mas quanto ao futuro, espero que me reserve grandes surpresas. Afinal, o pessoal vive de emoções.
Esta minha surdez é porreira. Há quem lhe chame que estou noutra onda, absorvido em pensamentos distantes. Eu prefiro chamar surdez.
A mesma surdez que me ataca subitamente quando um chato me telefona contando coisas (muito importantes para ele mas sem interesse nenhum para mim), e insiste, e conta, e volta a repetir-se. Eu vou exclamando “Sim”, “Pois”, “hum, hum”, e de repente o gajo lixa-nos quando pergunta “E tu o que é que achas?”... O melhor é dizer “Acho que sim”, e se o tipo nos interrogar de novo em maus modos “Achas que sim?”, nós respondemos “Sim, concordo contigo, mas como sou um bocado surdo estou a perceber mal”. E assim se despacham chatos. Conheci os Enapá 2000 quando eles eram tímidos e tocavam e cantavam num bar da Ribeira. Ficou aquela empatia que eu sinto por eles.
Quando aos 4 anos fui atropelado por um magnata nortenho na estrada que unia o Porto a Braga, e desse incidente resultou o rebentamento de um tímpano, e foi assim que a minha queda para a música resultou num fracasso. Por um lado foi bom, porque o magnata nortenho todos os dias me ia visitar ao hospital e me levava chocolates. Perdeu-se o ouvido mas apurou-se o paladar, e no final de contas, nem tudo correu mal, e durante uma semana baldei-me às aulas.
Já em Coimbra, com 9 anos, fui de novo atropelado, mas desta vez por um pelintra. Nem fui para o hospital nem recebi chocolates de oferta. Achei injusto!
Se os ditados “não há duas sem três” e “à terceira é de vez” estiverem certos, o mais lógico é morrer atropelado. Mas quanto ao futuro, espero que me reserve grandes surpresas. Afinal, o pessoal vive de emoções.
Esta minha surdez é porreira. Há quem lhe chame que estou noutra onda, absorvido em pensamentos distantes. Eu prefiro chamar surdez.
A mesma surdez que me ataca subitamente quando um chato me telefona contando coisas (muito importantes para ele mas sem interesse nenhum para mim), e insiste, e conta, e volta a repetir-se. Eu vou exclamando “Sim”, “Pois”, “hum, hum”, e de repente o gajo lixa-nos quando pergunta “E tu o que é que achas?”... O melhor é dizer “Acho que sim”, e se o tipo nos interrogar de novo em maus modos “Achas que sim?”, nós respondemos “Sim, concordo contigo, mas como sou um bocado surdo estou a perceber mal”. E assim se despacham chatos. Conheci os Enapá 2000 quando eles eram tímidos e tocavam e cantavam num bar da Ribeira. Ficou aquela empatia que eu sinto por eles.
Nenhum comentário:
Postar um comentário