Hoje, numa sondagem da TSF ouvi que o Ministro da Saúde, Correia de Campos, é o elemento mais impopular do Governo.
Se me tivessem perguntado a mim, diria que o pior Ministro é Manuel Pinho, mas como eu não fui contemplado pela sondagem, resta-me divagar um pouco.
Pelo facto de ter sido colega de curso e amigo do meu sogro, devo-lhe o benefício da dúvida. A malta é assim, dá sempre o benefício da dúvida às pessoas a quem temos algum tipo de relação, mesmo que sejam remotas. E o meu sogro falava do seu amigo com um misto de admiração pelo trabalho executado por Correia de Campos. Chamava-lhe corajoso, e nesse aspecto, tenho que admitir que o Ministro é corajoso.
Mas talvez lhe falte algum marketing político, senão, não seria, a acreditar nas sondagens, o Ministro mais impopular.
Depois do estabelecimento de uma taxa pela permanência de um doente acamado no hospital a rondar os 5,00€ por dia. Depois do encerramento de maternidades. Depois das guerras contra as farmacêuticas e as farmácias, facto que muito agradou ao povo em geral mas que até agora obteve escassos resultados. Depois das confusões nos Centros de Saúde, surge agora a questão das urgências.
E interroga-se o pessoal: tudo bem que a saúde custa dinheiro, mas para que é que eu pago os meus impostos? Se a receita em impostos aumenta, como muito se vangloria o Ministro das Finanças, porque é que me cortam no acesso à saúde, à educação e à justiça?
Em Valença e em muitas cidades e vilas pelo país fora, foram efectuadas manifestações de protesto contra o encerramento da urgências. E o nosso Ministro diz que as populações estão mal informadas. Ora porra, e a culpa é de quem? Quando tomo qualquer atitude, compete-me a mim informar. E se as populações estão mal informadas, a culpa é de quem?
O senhor Ministro, a meu ver, comete um segundo erro. Transformou as legitimas reivindicações das “mal informadas” populações locais, a uma guerra partidária. “São autarcas do PSD que marcaram as manifestações”, afirmou mesmo. Por acaso, alguns desses autarcas até era filiados no PS, mas ao transformar as manifestações numa guerra política, está a perder discernimento e a entrar num autismo que se pode revelar fatal. Nem sequer quero pensar que há efectivamente um combate às câmaras onde domina o laranja. Não vou entrar no pensamento político do senhor Ministro: que isto é uma guerra entre partidos políticos.
Eu até entendo que tem que haver uma melhor distribuição dos serviços de urgências, mas não me parece que o argumento até agora apresentado, “a distância ao serviço”, seja o único que legitima uma atitude. E a densidade populacional? Se a distância e o tempo de acesso ao serviço, fossem os únicos justificativos para a existência de um serviço de saúde, então, cidades como Lisboa e Porto apenas teriam uma Urgência Hospitalar.
Tudo isto está mal explicado. Fecham-se maternidades em locais onde existem fracos índices de fertilidade, admitindo indirectamente o fracasso das políticas de natalidade, encolhendo os ombros perante a desertificação do interior. O caso das redefinição das Urgências nem sequer dá para perceber se vai melhorar ou piorar.
Enfim, se houvesse um referendo tipo:
“Está de acordo com a interrupção obrigatória dos projectos do TGV e da OTA, em virtude de preferir um serviço de urgências de saúde próximo de si?. Eu acho que o SIM ganhava.Afinal para que me serve andar de comboio a 300 Km/hora em vez de ir a 200, ou ter um aeroporto longe de tudo, quando eu quero o essencial: saúde, dinheiro, justiça e educação? E já agora, umas cervejas no café Velha Academia.
Se me tivessem perguntado a mim, diria que o pior Ministro é Manuel Pinho, mas como eu não fui contemplado pela sondagem, resta-me divagar um pouco.
Pelo facto de ter sido colega de curso e amigo do meu sogro, devo-lhe o benefício da dúvida. A malta é assim, dá sempre o benefício da dúvida às pessoas a quem temos algum tipo de relação, mesmo que sejam remotas. E o meu sogro falava do seu amigo com um misto de admiração pelo trabalho executado por Correia de Campos. Chamava-lhe corajoso, e nesse aspecto, tenho que admitir que o Ministro é corajoso.
Mas talvez lhe falte algum marketing político, senão, não seria, a acreditar nas sondagens, o Ministro mais impopular.
Depois do estabelecimento de uma taxa pela permanência de um doente acamado no hospital a rondar os 5,00€ por dia. Depois do encerramento de maternidades. Depois das guerras contra as farmacêuticas e as farmácias, facto que muito agradou ao povo em geral mas que até agora obteve escassos resultados. Depois das confusões nos Centros de Saúde, surge agora a questão das urgências.
E interroga-se o pessoal: tudo bem que a saúde custa dinheiro, mas para que é que eu pago os meus impostos? Se a receita em impostos aumenta, como muito se vangloria o Ministro das Finanças, porque é que me cortam no acesso à saúde, à educação e à justiça?
Em Valença e em muitas cidades e vilas pelo país fora, foram efectuadas manifestações de protesto contra o encerramento da urgências. E o nosso Ministro diz que as populações estão mal informadas. Ora porra, e a culpa é de quem? Quando tomo qualquer atitude, compete-me a mim informar. E se as populações estão mal informadas, a culpa é de quem?
O senhor Ministro, a meu ver, comete um segundo erro. Transformou as legitimas reivindicações das “mal informadas” populações locais, a uma guerra partidária. “São autarcas do PSD que marcaram as manifestações”, afirmou mesmo. Por acaso, alguns desses autarcas até era filiados no PS, mas ao transformar as manifestações numa guerra política, está a perder discernimento e a entrar num autismo que se pode revelar fatal. Nem sequer quero pensar que há efectivamente um combate às câmaras onde domina o laranja. Não vou entrar no pensamento político do senhor Ministro: que isto é uma guerra entre partidos políticos.
Eu até entendo que tem que haver uma melhor distribuição dos serviços de urgências, mas não me parece que o argumento até agora apresentado, “a distância ao serviço”, seja o único que legitima uma atitude. E a densidade populacional? Se a distância e o tempo de acesso ao serviço, fossem os únicos justificativos para a existência de um serviço de saúde, então, cidades como Lisboa e Porto apenas teriam uma Urgência Hospitalar.
Tudo isto está mal explicado. Fecham-se maternidades em locais onde existem fracos índices de fertilidade, admitindo indirectamente o fracasso das políticas de natalidade, encolhendo os ombros perante a desertificação do interior. O caso das redefinição das Urgências nem sequer dá para perceber se vai melhorar ou piorar.
Enfim, se houvesse um referendo tipo:
“Está de acordo com a interrupção obrigatória dos projectos do TGV e da OTA, em virtude de preferir um serviço de urgências de saúde próximo de si?. Eu acho que o SIM ganhava.Afinal para que me serve andar de comboio a 300 Km/hora em vez de ir a 200, ou ter um aeroporto longe de tudo, quando eu quero o essencial: saúde, dinheiro, justiça e educação? E já agora, umas cervejas no café Velha Academia.
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